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Publicado em:
10
10/2018

Indústria de brinquedos aposta alto no Dia das Crianças

Tendência das marcas e lojas é investir nos brinquedos de valor médio para fisgar clientes.



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A expectativa do setor industrial para o Dia das Crianças é de aumento de 7,5% na relação com a procura para a semana da criança de 2017, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Para atingir a meta, o segmento investiu na criação de cerca de 700 modelos de brinquedos.

"Não é um ano de grandes emoções comerciais. Então, o que fazemos é uma tentativa de compensar o marasmo do ano com os lançamentos", comenta o presidente da associação, Synésio da Costa.

Somente a Xalingo Brinquedos produziu mais de 10 novidades pensadas para o Dia das Crianças, em um ano de cerca de 100 lançamentos. "O mercado é bastante demandado em termos de novidades, damos destaque as linhas do Mickey e das princesas", comenta o gerente nacional de Vendas, Alexandre Marques, ao explicar que personagens costumam ser bastante atrativos.

A indústria, que produz 22 mil produtos ao dia, aposta em brinquedos acessíveis, entre R$ 39,00 e R$ 69,00 nos pontos de venda para esta edição da comemoração. A projeção do gerente é de que, se houver um bom giro de mercadorias durante esta semana, o varejo voltará a procurar a indústria após a data e será possível fechar 2018 atingindo a meta de 12%. Costa observa que os consumidores brasileiros tendem a procurar brinquedos mais desenvolvidos, que contam, muitas vezes, com tecnologia embarcada.

Dos mais de 4,7 mil modelos disponibilizados pela indústria nacional, cerca de 70% deixam o protagonismo para os pequenos. O desafio do setor, no entanto, é responder por 60% das vendas do mercado nacional até o fechamento do ano.

Segundo Costa, da Abrinq, em 2017, 59% foi a participação da indústria nacional no segmento de brinquedos no mercado interno. Ele avalia que o maior impedimento está na falta de competitividade na questão dos preços frente ao principal concorrente dos brinquedos brasileiros, a China.

"Para ganhar um ponto dos chineses, a gente sangra. A carga tributária incidente em nossos brinquedos é de 38%, enquanto os chineses enfrentam apenas 3%", argumenta. Apesar de lamentar que o "DNA do consumidor é pagar mais por menos" no Brasil, outro fato pode ajudar a expansão do segmento internamente.

O dólar elevado, circulando em torno dos R$ 4,00, favorece o segmento, pela avaliação do dirigente, uma vez que a indústria brasileira adquire menos de 1% do total de suas peças no mercado externo. Majoritariamente, mecanismos de articulação de bonecos e dispositivos de voz são adquiridos em mercados como EUA, Japão e Espanha. Assim, o setor projeta terminar 2018 com US$ 4,5 bilhões de faturamento, 7% a mais do que o total do ano passado.

Com o quinto dia útil de outubro tendo caído na última sexta-feira, as primeiras compras para o Dia das Crianças iniciaram-se ainda neste fim de semana. Contudo, dirigentes do varejo ressaltam que a intensificação da procura deve ocorrer apenas na véspera do dia 12 de outubro, como de costume.

Ciente da maior demanda, a supervisora-geral da loja de brinquedos Del Turista, Beatriz Dias, contratou cinco funcionários. A expectativa é de que o quadro extra permaneça na loja até o Natal - outra data importante para o segmento. Assim, Beatriz espera encerrar as vendas de outubro com aumento em torno de 8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Para chegar ao número, porém, a gestora precisou iniciar promoções ainda em agosto, que baixaram preços de uma boneca Rapunzel de R$ 179,99 para R$ 89,95, por exemplo, negociando quantidade com o fornecedor. Desta maneira foi possível atingir o crescimento de 8% ainda em setembro, na relação com o mesmo mês de 2017, em um ano de pouca demanda do consumidor.

O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, comenta que o movimento esperado no comércio da capital deve atingir R$ 205 milhões, uma vez que 68% da população cima de 18 anos pretende presentear a alguém. O tíquete médio projetado é de R$ 119,00.

Levantamento realizado pela entidade aponta que pagamento à vista em dinheiro deve ser a preferência de 44%, e cartões de crédito devem responder por 33%. Para este Dia das Crianças, a liderança de intenção de compra voltou a ser brinquedos, após o evento em 2017 sinalizar que as roupas foram os presentes mais procurados.

Kruse lembra que a preferência por itens de vestuário ou para diversão alterna conforme as temperaturas e a necessidade do consumidor. Quanto aos brinquedos, a demanda por produtos que estimulam o desenvolvimento infantil segue como tendência. Beatriz explica que estes produtos costumavam ter maior valor agregado, o que fez com que marcas nacionais como a Calesita, de Santa Catarina, voltassem-se ao nicho, custando até 50% a menos do que itens semelhantes de empresas norte-americanas.

Fonte: Primeira Página, com matéria do Jornal do Comércio


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