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Publicado em:
11
10/2018

Grandes fabricantes contam o que esperam do Dia das Crianças

Marcas como Brinquedos Estrela e Sunny analisam comportamento das famílias na hora de escolher o presente



Metatags: Dia das Crianças, Estrela, Ri Happy, Sunny, Hasbro, Indústria, Brinquedos, Expectativa

O Dia das Crianças é uma das datas mais importantes do ano para o setor de brinquedos. Tradicionalmente, as vendas realizadas entre essa data e o Natal representam cerca de 70% do movimento de todo o ano. Por isso, a indústria reserva seus principais lançamentos para o período.

O setor acredita que as vendas de brinquedos fecharão o ano com um crescimento de ao menos 5% em relação a 2017, patamar muito superior ao esperado para o PIB, que deve avançar 1,4%, segundo a última previsão do Banco Central.

A explicação para esse bom desempenho, segundo executivos do setor, está na relação entre pais e filhos. “O ciclo de vida entre um lançamento e outro está cada vez mais curto. A criança permanece muito tempo sozinha em casa, bombardeada por informações e novidades, vindas da TV ou internet. Essa informação quebra a hierarquia da família e é a criança que define o consumo da casa. Ela sabe o que quer”, diz o diretor de Marketing da Estrela, Aires Fernandes.

Mesmo em tempos de corte de gastos, os pais economizam em outras áreas para manter a compra do brinquedo do filho. “Os pais preferem economizar com eles mesmos, deixar de comprar para eles, a deixar de comprar o brinquedo para o filho”, afirma Sharon Czitrom, diretora de Marketing da Sunny.

Ricardo Wako, gerente de Marketing da Hasbro, diz que esse tem sido o comportamento das famílias nos últimos anos, reforçando que o setor de brinquedos é mais resiliente à crise do que outros. Mas diz que não sabe se isso se repetirá em 2018. “Os fabricantes fazem uma grande aposta para este período. Mas não sabemos se será assim, todo ano é uma grande emoção.”

Segundo ele, o setor de brinquedos reserva boa parte dos lançamentos mais caros para este período. “O objetivo é deixar o consumidor embasbacado, com muitas novidades e inovações e, dessa forma, elevar as vendas. No primeiro semestre costuma haver a venda de itens mais acessíveis. No segundo, são itens mais caros.”

O presidente da Ri Happy, Héctor Núñez, atribui ao perfil do pai brasileiro o bom desempenho de vendas do setor. “Os pais brasileiros gostam de presentear os filhos, não apenas no Natal. Eles costumam dar mimos para os filhos no dia a dia, é uma espécie de carinho. Entendem que brinquedo não é só divertimento, mas ajuda no desenvolvimento da criança”, avalia.

Fonte: Primeira Página, com matéria da revista Veja


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