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ABRIN 2026: como transformar tendências em ações práticas no seu negócio

A cada edição da ABRIN, o mercado sai com uma lista clara de tendências.Tecnologia, licenciamento, comportamento, novos formatos de consumo.

Mas existe um problema comum: a maioria das empresas entende o que está mudando, mas não sabe o que fazer com isso na prática.

Os dados mais recentes ajudam a traduzir melhor esse cenário. Segundo a Circana, o crescimento global do setor foi puxado por colecionáveis, cultura pop e consumo adulto. Ao mesmo tempo, a Toy Association mostra que esse crescimento está concentrado em categorias de maior valor percebido.

Isso significa que não estamos apenas diante de tendências isoladas, mas sim diante de uma mudança de lógica.

A pergunta deixa de ser “o que está em alta” e passa a ser: como transformar essas mudanças em estratégia. Aqui vão nossas dicas.

1. De produto para recorrência

Uma das principais leituras da Abrin é o crescimento de categorias como colecionáveis, jogos e licenciados. Mas o erro aqui é olhar isso apenas como “tipos de produto”.

O que está por trás disso é uma mudança de modelo.

Segundo a Licensing International, o mercado de licenciados segue crescendo de forma consistente, impulsionado por universos narrativos e cultura pop. Isso mostra que o consumo deixou de ser pontual.

Ele se tornou contínuo.

O que fazer com isso

Pare de pensar em venda única e comece a estruturar continuidade:

  • produtos que se conectam entre si
  • linhas que evoluem ao longo do tempo
  • coleções que incentivam retorno
  • experiências que mantêm o cliente engajado

A lógica não é vender mais uma vez. É fazer o cliente voltar.

2. De feeling para decisões orientadas por dados

Outra mudança importante é a forma como o mercado está sendo guiado.

A Toy Association mostra que o crescimento está concentrado em categorias específicas. Isso indica que decisões precisam ser cada vez mais orientadas por dados.

Além disso, o comportamento de compra também mudou. O benchmark da MikMak mostra que canais digitais e marketplaces têm grande influência na conversão.

O que fazer com isso

Comece a estruturar leitura de dados no seu negócio:

  • entender quais produtos realmente giram
  • identificar de onde vem a conversão
  • acompanhar comportamento de compra
  • testar e ajustar com frequência

Decidir por intuição já não é suficiente.

3. O varejo precisa assumir um novo papel

Jornada de compra no varejo de brinquedos mostrando descoberta digital, influência e decisão de compra na loja física

A Abrin também reforça uma mudança importante na jornada.

A decisão de compra começa antes da loja.

Segundo a PwC, a geração Alpha forma suas preferências em plataformas digitais, como YouTube e ambientes de jogos.

Isso muda o papel do varejo.

O que fazer com isso

O varejo precisa evoluir de expositor para facilitador de decisão:

  • organizar melhor os produtos
  • contextualizar tendências
  • conectar produtos com cultura
  • integrar conteúdo com venda

A loja deixa de ser o início da jornada e passa a ser o momento da escolha.

4. Cultura deixou de ser detalhe e virou estratégia

O crescimento dos licenciados não é um detalhe. É um sinal de mudança estrutural.

Segundo a Toy Association, produtos licenciados já representam uma parcela significativa do mercado.

A License Global reforça que esse crescimento está ligado ao entretenimento e às propriedades intelectuais.

O que fazer com isso

Comece a olhar para cultura como alavanca de venda:

  • acompanhar tendências culturais
  • conectar produtos a universos relevantes
  • trabalhar com narrativas e não só atributos
  • usar timing a favor dos lançamentos

Produto bom não basta. Ele precisa estar no contexto certo.

5. Valor percebido importa mais do que preço

Outro ponto importante é a mudança na lógica de decisão.

Segundo a Circana, o crescimento recente foi impulsionado por aumento de preço médio e compras de maior valor.

A Deloitte reforça que consumidores estão mais orientados a valor percebido.

O que fazer com isso

Pare de competir apenas por preço e comece a comunicar valor:

  • explique melhor o benefício do produto
  • destaque diferenciais reais
  • mostre contexto de uso
  • trabalhe percepção, não só custo

Preço atrai. Valor sustenta.

Tendência sem ação não gera resultado

A Abrin 2026 mostrou para onde o mercado está indo. Mas isso, por si só, não gera crescimento. O que gera resultado é a capacidade de transformar leitura em decisão e decisão em execução.

O setor de brinquedos não está apenas mudando seus produtos. Ele está mudando sua lógica. E quem conseguir traduzir essa lógica em prática vai sair na frente.


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