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Comportamento infantil: o que as crianças querem e como isso redefine o varejo de brinquedos

Consumidor infantil: um novo papel nas decisões de compra

O consumidor infantil entrou em 2025 com um papel cada vez mais ativo nas decisões de compra, influenciando diretamente o desempenho do varejo de brinquedos, jogos e produtos infantis. As crianças deixaram de ser apenas usuárias finais e passaram a atuar como participantes do processo decisório dentro das famílias.

Estudos acadêmicos sobre a influência das crianças nas decisões de compra mostram que esse público desenvolve repertório de marca, preferências e capacidade de comparação muito antes do momento efetivo da compra, conforme apontam análises publicadas no ResearchGate sobre a influência infantil nas decisões de compra dos lares. Esse movimento é reforçado por dados de mercado divulgados pela Abrin com base em levantamentos da Circana, que indicam crescimento consistente de categorias ligadas à criatividade, aprendizagem e experiências híbridas.

O fenômeno ocorre em um contexto de maior exposição digital, encurtamento dos ciclos de tendência e mudanças profundas no comportamento de consumo infantil. Para o setor, isso exige uma leitura estratégica e contínua, não apenas reativa.

O consumidor infantil deixou de ser passivo

A decisão de compra no varejo infantil envolve cada vez mais a influência ativa das crianças.

Durante décadas, o mercado infantil foi estruturado a partir de uma lógica simples: o adulto decidia, a criança utilizava. Essa equação não se sustenta mais.

Pesquisas acadêmicas sobre comportamento de consumo infantil, como o estudo Consumer Behavior of Children, disponível no ResearchGate, apontam que crianças desenvolvem repertório de marca, comparação e preferência muito antes da compra efetiva acontecer. 

Plataformas digitais, jogos online e conteúdos audiovisuais funcionam como um pré-ponto de venda, moldando desejo e expectativa.

Para o mercado, isso significa que o consumidor infantil não responde apenas a estímulos visuais ou personagens licenciados, mas a experiências que oferecem pertencimento, autonomia e possibilidade de expressão.

O que as crianças quiseram em 2025, e o que isso sinaliza para 2026

A análise de relatórios setoriais e estudos acadêmicos revela um padrão claro: as crianças querem menos imposição e mais autonomia.

Categorias que permitem exploração livre, montagem, personalização e expansão contínua apresentam crescimento consistente, como apontam relatórios de mercado sobre o setor de brinquedos e jogos, a exemplo do Toys and Games Market, da Mordor Intelligence. É o caso de brinquedos de construção, jogos criativos, produtos colecionáveis e linhas híbridas entre brincar e aprender.

Ao mesmo tempo, o consumo infantil é fortemente influenciado pela cultura digital e por comunidades online, o que acelera tendências e reduz o ciclo de vida dos produtos, conforme dados do estudo 5 fatos sobre crianças e adolescentes no Brasil, do EP Grupo com dados da Kids Corp. O comportamento observado em 2025 já aponta, portanto, para um varejo em 2026 mais dinâmico, menos previsível e altamente conectado ao repertório cultural das crianças.

Tendências de consumo infantil que impactam o varejo

Entre as tendências de consumo infantil mais relevantes para 2025, algumas se destacam por impacto direto na estratégia do setor.

A primeira é a valorização do brincar com propósito. Relatórios sobre o mercado de brinquedos educacionais, como o estudo da Verified Market Research, mostram crescimento acima da média em produtos associados a desenvolvimento cognitivo, habilidades socioemocionais e criatividade. Para o adulto, isso justifica o investimento. Para a criança, isso precisa vir embalado como diversão real, não como obrigação.

A segunda tendência é a hibridização entre físico e digital. Estudos acadêmicos sobre interação infantil com tecnologia, como The Future of Child Development in the AI Era, disponível na Cornell University, indicam que a tecnologia passou a ser percebida como parte do ambiente, não como diferencial isolado. Brinquedos tecnológicos só ganham relevância quando ampliam a experiência física.

Brinquedos mais desejados não são, necessariamente, os mais tecnológicos

Uma leitura superficial poderia levar à conclusão de que crianças querem apenas produtos digitais. Os dados mostram o contrário.

O relatório sobre Smart Toys Market, da Cognitive Market Research, aponta crescimento do segmento, mas também alerta para a saturação de produtos que não oferecem valor claro. Brinquedos mais desejados são aqueles que combinam interação, narrativa aberta e possibilidade de continuidade.

Isso explica o bom desempenho de linhas modulares, universos colecionáveis e produtos que permitem múltiplas formas de uso. O desejo infantil está menos ligado ao recurso técnico e mais à experiência prolongada.

O impacto direto no planejamento de mix

Para o varejo e a indústria, entender o consumidor infantil em 2025 significa revisar o conceito de mix.

Produtos isolados, de uso único ou narrativa fechada perdem espaço. Ganha relevância o sortimento pensado como ecossistema, no qual um item puxa o outro e estimula recompra. 

Essa lógica aparece de forma recorrente nos materiais da Abrin sobre tendências do setor, que destacam a importância de linhas expansíveis e colecionáveis para sustentação de vendas ao longo do ano.

O mix deixa de ser apenas variedade e passa a ser curadoria estratégica.

Comunicação precisa convencer dois públicos ao mesmo tempo

Outro ponto crítico é a comunicação. O consumidor infantil deseja identificação, enquanto o adulto busca segurança, valor e propósito.

Estudos sobre influência infantil nas decisões familiares mostram que a conversão acontece quando esses dois discursos coexistem. Produtos que falam apenas com a criança geram atrito. Produtos que falam apenas com o adulto não despertam desejo.

Em um cenário cada vez mais competitivo, a comunicação eficaz é aquela que traduz rapidamente o que o produto é, por que a criança vai gostar e por que o adulto deve concordar.

O tempo virou um fator estratégico

Os estudos analisados convergem em um ponto sensível: o tempo.

Tendências infantis surgem fora do varejo tradicional, amadurecem em ambientes digitais e chegam ao ponto de venda já consolidadas. Relatórios setoriais indicam que quem reage tarde entra em ciclos de desconto e perda de margem.

Planejar para o consumidor infantil exige leitura contínua de comportamento, não apenas calendário promocional fixo.

Quando entender o consumidor infantil vira vantagem competitiva

Mais do que responder à pergunta “o que as crianças querem”, o setor precisa responder “como elas querem consumir”.

Os materiais analisados deixam claro que o comportamento infantil em 2025 exigiu decisões mais rápidas, mix mais inteligente, comunicação mais clara e produtos com significado real. Ignorar esse movimento é aceitar a perda de relevância silenciosa.

Infância em movimento, mercado em adaptação

A Abrin reúne indústria, varejo e profissionais para antecipar as transformações do mercado infantil.

O consumidor infantil não é mais previsível, mas é observável. Quem acompanha dados, comportamento e cultura consegue reduzir riscos, sustentar valor e antecipar tendências.

Nesse contexto, a Arin se consolida como o principal espaço para observar, discutir e antecipar as transformações do mercado de brinquedos e jogos no Brasil, conectando indústria, varejo e profissionais que vivem o setor, como apresentado também em seus conteúdos sobre tendências que movimentarão o mercado em 2026

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