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Influenciadores transformam o mercado de brinquedos na Abrin 2025

Legenda: Silvia Faro, JP, Maria Clara, Ana Carolina Melo e Cintia Medvedovsky. Créditos: Recs Films.

 

A Abrin 2025 trouxe um tema que está revolucionando o setor: o licenciamento de influenciadores infantis. Durante a entrevista “Influenciadores e o Setor de Brinquedos”, mediado por Silvia Faro, os irmãos Maria Clara e JP, youtubers com mais de 47 milhões de seguidores, e Cintia Medvedovsky, CEO da Ziggle Licensing, compartilharam as suas percepções sobre como os influenciadores digitais estão moldando as tendências do mercado de brinquedos.

Com um público ávido por novidades, o painel destacou a importância do conteúdo infantil no YouTube e como ele se traduz em produtos físicos que conquistam as crianças e suas famílias. Acompanhe a leitura e saiba mais!

O fenômeno do licenciamento de influenciadores infantis

O licenciamento de influenciadores infantis tem ganhado força no mercado, transformando personalidades digitais em marcas de brinquedos. Maria Clara e JP são exemplos disso, pois começaram gravando vídeos caseiros e hoje têm uma linha de produtos que inclui bonecos, jogos e acessórios.

“Quando começamos, nunca imaginamos que chegaríamos a esse ponto. Ver nossos rostos em brinquedos é uma sensação indescritível”, contou Maria Clara durante o painel.

Ana Carolina Melo, mãe e produtora do canal, identificou o potencial da dupla quando percebeu o reconhecimento fora do círculo familiar: “Percebi em um evento em Curitiba. Nessa época, o canal tinha 300 mil inscritos e todo mundo conhecia a gente. Para mim, só a minha família e os amigos da escola sabiam do canal. Nesse momento, percebi que o canal era visto além da minha família.”

Cintia Medvedovsky explicou como o licenciamento funciona: “Maria Clara e JP não são apenas influenciadores que divulgam produtos. Eles são uma marca que vende seus próprios brinquedos, algo inovador no mercado”.

Brinquedos de influenciadores: conexão digital e física

Um dos destaques do painel foi a discussão sobre como o conteúdo infantil no YouTube inspira brincadeiras offline. “Nossos vídeos mostram como brincar com os produtos, e as crianças replicam isso em casa. É uma forma de unir o digital ao físico”, explicou JP.

A linha de brinquedos da dupla inclui itens como o jogo “Chão é Lava”, que se tornou um sucesso instantâneo. “Lançamos durante a pandemia e foi o produto nacional mais vendido no ano de estreia”, revelou Cintia.

 Conteúdo que estimula o brincar offline

Um dos diferenciais do canal, destacado durante a entrevista, é a capacidade de usar o meio digital para estimular brincadeiras físicas. “Eles ensinam as crianças a brincar. Quando criam uma fantasia ou brincam com um brinquedo no canal, a criança se inspira para fazer uma brincadeira offline igual”, explicou Cintia.

Ana Carolina reforça que os vídeos sempre carregam mensagens importantes: “A minha intenção é que a criança aprenda sem perceber que está sendo ensinada. Tentamos fazer uma história lúdica, divertida, mas com um fundo que traga alguma informação útil para a vida da criança.”

Essa estratégia tem gerado forte conexão com famílias inteiras. Como destacou um lojista presente no evento: “O canal de vocês é para a família, não só para nossas crianças. É algo que a gente deixa os nossos filhos assistir com liberdade e nos sentimos bem.”

Tendências do mercado de brinquedos em 2025

Para a indústria de brinquedos, Cintia Medvedovsky aponta uma mudança clara de paradigma: “O futuro do licenciamento é o que estamos construindo agora. A atenção das pessoas mudou: começou nos livros, depois foi para o cinema, televisão e agora, sem dúvida, está nos influenciadores.”

Uma estratégia inteligente adotada pelo canal foi a criação de personagens-bonecos que participam ativamente do conteúdo. “Quando criamos os personagens do canal, foi justamente com a ideia de eternizar a imagem das crianças. Hoje temos os bonecos vivos que conseguem fazer com que, mesmo com o JP e a Maria Clara crescendo, novas levas de crianças se encantem pelo canal”, explica Ana Carolina.

Essa abordagem resolve um desafio comum para influenciadores infantis que crescem: a transição de conteúdo. Enquanto os personagens-bonecos mantêm o canal principal ativo para o público infantil, os adolescentes Maria Clara e JP começam a desenvolver conteúdo para um público mais velho em canais secundários.

O sucesso da dupla comprova que o mercado de brinquedos precisa estar atento às novas formas de influência e consumo infantil. Para lojistas presentes na Abrin a mensagem é clara: os influenciadores digitais representam uma oportunidade de marketing e uma nova categoria de produtos com um enorme potencial de vendas.

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