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Mercado de Brinquedos no Brasil: Crescimento em 2025 e Perspectivas Estratégicas para 2026

Como está o mercado de brinquedos no Brasil em 2025 e o que esperar para 2026

O mercado de brinquedos no Brasil voltou a crescer de forma consistente em 2025, registrando alta de 6% no faturamento no primeiro semestre, o melhor desempenho em quase dez anos, segundo dados da Circana Brasil, divulgados pelo Times Brasil.

O avanço acontece após dois anos de retração e é impulsionado por três movimentos simultâneos:

  • A expansão do consumo de brinquedos de baixo custo, que representam 55% das unidades vendidas, segundo a ABRINQ;
  • O crescimento expressivo de categorias-chave, como:
    • blocos de montar (+38%),
    • cartas colecionáveis (+46%),
    • miniveículos (+23%);
  • A explosão dos licenciamentos, como o caso da Fórmula 1, que cresceu 230% em faturamento, de acordo com a Mercado & Consumo.

A combinação desses fatores recolocou o setor em trajetória de retomada e transformou 2025 em um ponto de virada para fabricantes, distribuidores e varejistas.

Para empresas B2B, fornecedores, fabricantes, distribuidores e executivos do varejo, entender como está o mercado de brinquedos no Brasil não é apenas uma necessidade estratégica: tornou-se um requisito para navegar um cenário altamente competitivo, diversificado e acelerado por tendências globais.

Eventos de negócios do setor, como a Abrin, principal feira do segmento na América Latina, ganham ainda mais relevância nesse cenário de transformação.

A seguir, apresentamos os dados mais relevantes do setor e uma análise sobre o que deve moldar o comportamento do mercado no próximo ano.

A recuperação do setor: tamanho e dinâmica do mercado

Feiras de negócios do setor ganham protagonismo com a retomada do mercado de brinquedos no Brasil.

O desempenho de 2025 marca a retomada de um setor que vinha sendo pressionado por inflação, volatilidade cambial e retração do consumo. Agora, com ambiente mais favorável e demanda reorganizada, o mercado volta a operar em um patamar de crescimento relevante.

A ABRINQ projeta que o setor deve movimentar mais de R$11 bilhões em 2025, consolidando o Brasil entre os mercados mais significativos da América Latina.

Além disso, a recuperação dá sinais claros de transformação: novos públicos emergem, a composição do portfólio muda e as estratégias de distribuição passam a exigir maior integração entre físico e digital.

Dados do mercado de brinquedos em 2025: categorias que lideram o crescimento

Os dados da Circana Brasil, publicados pelo Times Brasil, mostram que o avanço do setor é puxado principalmente por quatro categorias:

  • Blocos de montar: +38%
  • Pelúcias: +24%
  • Miniveículos: +23%
  • Cartas colecionáveis: +46%

Esses segmentos evidenciam a diversificação da demanda. Os blocos e os jogos colecionáveis, por exemplo, transbordam o público infantil e engajam adolescentes e adultos, especialmente aqueles que buscam entretenimento, nostalgia e experiências mais imersivas.

Licenciamentos se consolidam como força dominante no mercado de brinquedos

Se nos últimos anos o licenciamento já tinha relevância, em 2025 ele assume papel central no desempenho do setor.

Segundo a Mercado & Consumo, os brinquedos licenciados da Fórmula 1 cresceram:

  • +230% em faturamento
  • +593% em unidades vendidas

Além da F1, a Central do Varejo destaca o crescimento de 729% nas vendas da licença Lilo & Stitch.

Esse fenômeno acelera um movimento global: a entrada definitiva do público adulto colecionador (os kidults) como driver de faturamento. Para a indústria, essa é uma oportunidade de ampliar margens, explorar produtos premium e desenvolver linhas sazonais e de edição limitada.

Oferta acessível impulsiona volume e estabiliza demanda

Embora os licenciamentos premium cresçam de forma acelerada, o Brasil continua sendo um mercado fortemente apoiado em produtos acessíveis.

Segundo a ABRINQ, 55% dos brinquedos vendidos no país custam até R$50. Esse dado impacta diretamente:

  • a formação de portfólio;
  • a estratégia comercial;
  • o giro de estoque no varejo.

Esse dado tem impacto direto na formação de portfólio e na estratégia comercial. Itens de baixo custo garantem alto giro, mitigam riscos de estoque e atendem famílias mais sensíveis a preço em um contexto de inflação ainda elevada.

A expansão da indústria nacional e o efeito na cadeia B2B

A expansão da indústria nacional de brinquedos impulsiona parcerias, negociações e novas oportunidades ao longo da cadeia B2B.

Além do crescimento da demanda, há movimento forte na oferta. Segundo o Sebrae:

  • O Brasil abriu 852 novas fábricas de brinquedos em 2024
  • Um aumento de 80% em relação a 2020

Essa expansão reduz dependência de importações, fortalece clusters industriais regionais e cria novas oportunidades para parcerias em:

  • desenvolvimento de produtos;
  • moldagem e injeção;
  • embalagens;
  • distribuição;
  • logística integrada.

Sazonalidade segue como fator decisivo na performance anual

Apesar da digitalização e da diversificação do consumo, a sazonalidade ainda é determinante.

Estimativas divulgadas pela Economic News Brasil apontaram que o Dia das Crianças de 2025 movimentaria R$9,96 bilhões, reforçando o peso dessa data para o varejo e para a indústria.

Esse período concentra campanhas, ativações, lançamentos e esforços logísticos, especialmente para marcas que dependem de importação ou operam com sortimentos amplos.

Inflação pressiona, mas o consumo se mantém firme

O relatório anual do Procon-SP identificou aumento médio de 6,79% no preço dos brinquedos entre 2024 e 2025.

Mesmo com os preços pressionados, a demanda se sustenta, apoiada tanto nos produtos acessíveis quanto no consumidor adulto, menos sensível a variações quando se trata de itens licenciados e de coleção.

Omnichannel e e-commerce ganham protagonismo definitivo

Dados do Times Brasil e da Central do Varejo reforçam o avanço do e-commerce no setor.

Para 2026, ganham protagonismo definitivo tendências como:

  • live commerce;
  • anúncios em vídeo curtos;
  • catálogos digitais;
  • logística integrada.

Estar presente de forma estratégica no digital deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica de competitividade.

As forças que moldam o mercado para 2026

A soma de todos esses fatores mostra que o mercado de brinquedos brasileiro entra em 2026 mais:

  • competitivo;
  • segmentado;
  • digital;
  • dependente de licenciamento;
  • sustentado por múltiplos públicos;
  • e sensível a preço.

Para executivos da indústria, 2026 exigirá:

  • portfólios mais inteligentes;
  • investimentos em licenciamento e inovação;
  • velocidade de produção e distribuição;
  • presença sólida em omnichannel;
  • leitura constante das tendências globais.

O ponto de virada de 2025 abre caminho para um ciclo de crescimento mais estruturado — e quem se antecipar às mudanças estará em posição privilegiada para capturar as melhores oportunidades.

É nesse contexto que eventos como a Abrin se consolidam como ambientes estratégicos de relacionamento, negócios e antecipação de tendências para toda a cadeia do setor.

Credenciamento Abrin

O credenciamento para a Abrin, a maior Feira de brinquedos da América Latina, já está aberto e é totalmente gratuito para profissionais do setor. Garanta sua participação, conecte-se com os principais players do mercado e acompanhe de perto as tendências que vão movimentar o mercado de brinquedos em 2026.