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Ação com amostra grátis potencializa aproximação entre indústria e varejo

Ação com amostra grátis potencializa aproximação entre indústria e varejo

Empresas como Dafiti, Ri Happy e Lojas Marisa veem chance de agregar valor ao produto com o envio de ‘brindes’. Nível de receptividade é o termômetro para conhecer melhor o consumidor.

 

O varejo e a indústria brasileira têm intensificado o processo de aproximação nos últimos anos de diferentes formas. Entre as iniciativas, ações envolvendo amostras grátis tornaram-se caminho para divulgar os lançamentos de produtos e fidelizar o consumidor final às lojas de diferentes formatos.

Um dos exemplos de varejistas que estão trabalhando em conjunto com fabricantes para agregar valor aos produtos é a loja online de calçados e vestuário Dafiti. “Temos identificado essa oportunidade de gerar mais satisfação na hora que o cliente recebe o produto em casa, tendo em vista que, no momento do recebimento do item, existe grande expectativa do consumidor”, argumentou o diretor de B2B do e-commerce Dafiti, Francisco Faulhaber.

O executivo conta que existe “seletividade” nas escolhas desses brindes de acordo com o perfil do cliente e que as ações são realizadas conforme estudos e análises prévias. “Sempre buscamos fazer um casamento entre o perfil do público e o tipo de ação. Já fizemos iniciativas com itens como perfumes, sabonetes líquidos e produtos alimentícios”, disse o executivo.

Como resultado efetivo dessa estratégia de aproximação com o cliente, Faulhaber destaca também que o benefício comercial de ações como esta vai além do valor agregado aos produtos. “O que identificamos também com esse tipo de ação é conhecer os hábitos de consumo do cliente por meio de pesquisas e questionários. Para nós, compreender o perfil do consumidor é importante para o desenvolvimento de soluções e serviços novos da empresa”.

Outra rede varejista que viu a oportunidade de engajamento do cliente por meio de amostras grátis é a Ri Happy, especializada em brinquedos e jogos para o público infantil. “Neste ano, começamos uma série de ações de amostras grátis com itens como lenços umedecidos, bolachas da Nestlé, fraldas e creme para assaduras. O que percebemos é que as compras são feitas nos finais de semana. Nossa abordagem sempre é voltada para os pais da criança”, argumentou o responsável pelas parcerias de marketing da Ri Happy, Paulo Rogério Pomponio.

Na opinião do executivo, dependendo do perfil do cliente e, sobretudo, da localização em que está, o caráter da ação pode variar de loja para loja. “A percepção dessas iniciativas é maior em negócios mais ‘populares’, especialmente quando direcionada para os públicos C e D”, diz Pomponio.

No que diz respeito à periodicidade de cada atividade comercial, Pomponio afirma que “geralmente as ações demoram um mês” e que não ocorrem na mesma época de datas importantes do varejo, pois o “ritmo” de consumo nas lojas é rápido e, dessa forma, o propósito de amostras grátis perde o sentido.

Outro exemplo de varejista se aproximando da indústria é a rede de Lojas Marisa. “As implementações dessas ações variam de acordo com as campanhas vigentes, sendo sempre um complemento à estratégia da companhia. Buscamos produtos relacionados ao universo feminino e adequados para nossa cliente”, afirmou a diretora de marketing das Lojas Marisa, Andrea Sanches, destacando que as ações da varejista já tiveram itens como perfumes femininos, sabonetes líquidos e shampoo.

Uma das startups que fazem a ligação entre players da indústria nacional com estabelecimentos do setor do varejo e serviços é a Samplify. “Às vezes, a pessoa não está em um dia muito bom e ela ganha um chocolate, um chá, um perfume. O humor dela muda. Automaticamente ela associa o estabelecimento a uma sensação prazerosa de receber um mimo e essa é uma ótima estratégia para fidelizar esse cliente”, argumentou o fundador da startup, Ernesto Villela.

 

 

Fonte: Primeira Página, com informações do site DCI.

 

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